10 de maio de 2010

Trilha sonora do som ambiente, faixa um

Então de vez em quando eu vou dividir com vocês umas músicas que me acompanharam de perto em Genève (sempre na Virgin FM France, 94,1, de Anemmasse) e que hoje em dia eu ainda ouço freneticamente em uma nostalgia sem fim.

Essa é do Gaetan Roussel, cantorzinho pop francês que faz o maior sucesso por lá.

Eu gosto dessa música não só pelo ritmo mas também pela letra - e o clipe é mucho loco.


Menos um brinco, mais uma semana

Amanhã é segunda e começa tudo de novo.
Esse tudo que pode ser demais, estranhamente cansativo.
O tudo que demanda o que eu não quero dar.
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Aliás, hoje eu dei muito mais do que eu gostaria.
Dei, ao além, meu brinco de murano dourado que todos tanto elogiaram nesses tempos.
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Energias: cruzadas.
Pessoas: estranhas.
Conversas: profundas.
Relacionamentos: medíocres.
Sonhos: fortes.
Julgamentos: muitos, todos.
Sentimento: o âmago.
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Pelos menos eu fechei o dia com a Alice, tentativa bem-sucedida de salvamento confortável.
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Assim caminha a humanidade, mas ninguém sabe ao certo onde vai chegar. Se é que chega.
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Com um brinco a menos na orelha e uma semana a mais prestes a começar, despeço-me querendo mesmo ir para a cama.

7 de maio de 2010

Na estação

Então o blog começa assim porque é assim que tudo geralmente começa: de preferência, do começo.
E dessa vez eu quero tudo muito bem explicadinho sim senhor, porque resolvi que ficar concluindo as coisas a partir de suposições ou ficar brincando de in-transparência com as pessoas pode sim ser instigante e dar a maior curiosidade, mas às vezes é um pouco cansativo.
O bonde ainda não saiu, por isso estamos na estação, e a idéia é ajudar todo mundo a chegar aqui. E entrar no bonde.
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A foto do blog é a estação de trem perto da casa onde eu morei em Copenhague/Kobenhavn. Mais especificamente, no bairro de Dyssegard.
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E por que a idéia do bonde?
Bonde porque é essa a sensação que fica quando a gente volta. De pegar o bonde andando, mesmo. Mas ao mesmo tempo, não é um bonde novo. É um bonde velho, que eu já conheço cada um dos vagões e seus participantes e seus movimentos e suas dinâmicas.
Porque voltar é, um pouco, se deparar com a permanência (que soa eterna) de algumas coisas.
Por isso que o nome do blog é Do bonde.
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E a província, onde é que é?
A província está em tudo quanto é canto e é, para mim, quase que uma mini-cidade das coisas que me fazem bem. Província já era quando comecei a trabalhar no Conj. Nacional, província é almoçar no PF da Augusta e fazer happy hour exatamente no mesmo bar, é sair do escritório e tomar café na Livraria, é pegar cinema no Bombril, Unibanco, Belas Artes, e simplesmente me manter confortavelmente na vizinhança, fazendo tudo a pé. Ou, no máximo, entre os limites da Linha Verde do metrô.
Província é a vida fácil naquela cidadezinha na Suíça, de 300 mil habitantes. É sair do trabalho às 19hrs e conseguir fazer TANTA coisa na mesma noite que parecia que nunca chegava a hora de dormir.
Vidinha de província é exatamente aquela sensação, de que a gente não está no limite e não vai sucumbir a qualquer momento. É mais ou menos o que eu tinha em SP antes de ir, é com certeza o que eu tive em Genève, e é o que eu estou tentando fazer da minha vida aqui: uma vida de província tão gostosa que o stress ainda passa longe.
Por isso que o nome do blog continua , da província.
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E de tudo isso então,
porque voltar pode ser estranho e esse blog, temporário a priori, é um pouco sobre isso e as outras coisas que a gente encontra no meio do caminho.